Coluna do Cão Chupando Manga: Lula procura sua popularidade, favor informar no achados e perdidos
- 17 de mai.
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Nova pesquisa Datafolha indica que o governo Lula (PT/Frente Ampla) patina justamente nas áreas que mais pesam para o eleitorado, como saúde e segurança pública, temas tradicionalmente decisivos em disputas presidenciais.
Traduzindo para o português político: quando o povo começa a reclamar da fila do hospital e do medo de sair na rua, marqueteiro nenhum faz milagre com jingle.
Se o governo continuar tentando convencer o povo de que a realidade é só um problema de comunicação, daqui a pouco vão precisar abrir uma CPI para investigar o desaparecimento da boa vontade do eleitor.
DARK HORSE OU DARK PIX? O CINEMA POLÍTICO GANHOU NOVO GÊNERO: SUSPENSE FINANCEIRO

A política brasileira segue entregando mais roteiro que Hollywood. Agora, o noticiário em torno de Flávio Bolsonaro e suas conexões com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mostra que talvez o verdadeiro filme não estivesse na telona, mas nos bastidores do financiamento.
Se antes o bolsonarismo vendia a imagem de guardião da moral e dos bons costumes, agora parece testar o gênero “thriller bancário com pitadas de tragicomédia eleitoral”.
Se continuar nesse ritmo, o próximo lançamento não será Dark Horse — será “Velozes & Depositados: Operação Pix Furioso.”
PARÁ LANÇA O EMPREGO QUÂNTICO: VOCÊ PROCURA, MAS ELE SOME

O desemprego subiu, a informalidade disparou e mais da metade dos trabalhadores paraenses seguem no famoso regime “Deus proverá & Pix no fim do dia”. Segundo os dados da PNAD, o Pará continua brilhando — infelizmente — entre os campeões da precarização.
Mas calma, certamente alguém vai explicar que é “movimento sazonal”, “ajuste estatístico” ou culpa de algum alinhamento cósmico do mercado.
Enquanto isso, o trabalhador paraense segue empreendendo na modalidade sobrevivência: vende almoço, improvisa o jantar e torce para não adoecer.
E olhando o cenário, fica a dúvida canina: será essa a famosa herança do “Pará que se desenvolve” para o ex-governador Helder Barbalho embalar rumo ao Senado? Porque, se for, o pacote parece incluir desemprego e informalidade.
Se essa é a vitrine do progresso, o trabalhador entrou pela porta errada da loja.
No Pará, carteira assinada está virando item de colecionador.
BELÉM INAUGURA A UTI DA ESPERA: ENTRA VIVO, SAI NA INCERTEZA
Se antes a população enfrentava fila para atendimento, agora a gestão municipal parece ter inovado no conceito: fila para sobreviver.
Com denúncias de mortes no PSM da 14, falta de neurocirurgia, pacientes sendo supostamente liberados antes da hora, superlotação, estrutura precária e irregularidades já apontadas por órgãos de fiscalização, a saúde pública de Belém parece ter saído da emergência e entrado direto no colapso institucional.
Enquanto isso, a prefeitura talvez siga naquele protocolo já conhecido: nota oficial, promessa de providências e alguma reunião estratégica sobre como explicar o inexplicável.
Em Belém, a saúde pública virou teste de resistência — e infelizmente quem reprova é sempre o povo.
SAÚDE EM BELÉM: QUANDO A DANÇA DAS CADEIRAS NÃO CURA NINGUÉM

Primeiro foi a denúncia do Portal Info.Revolução sobre a crise no Hospital Infantil Pio XII. Agora, até os bastidores confirmam o que a população já percebeu sem precisar de auditoria: a saúde de Belém entrou em modo “deus nos acuda”.
Com prestadores denunciando atraso nos repasses da SESMA, risco de paralisação de serviços e até pacientes ameaçados de perder a visão por falta de tratamento, cresce a fritura no alto escalão da saúde municipal. Pelo visto, na gestão Igor Normando, secretário de saúde tem prazo de validade menor que promessa de campanha.
QUE SHOW DA XUXA É ESSE, MINHA GENTE?
Em Belém, a saúde pública parece ter virado uma versão sombria da clássica dança das cadeiras do Show da Xuxa: troca secretário, troca comando, troca discurso, troca culpado… mas quando a música para, quem sempre fica sem cadeira — ou melhor, sem leito, sem consulta e sem atendimento — é o povo.
FIADO SÓ AMANHÃ

Se a denúncia procede, a saúde pública de Belém parece ter adotado oficialmente o velho cartaz do comércio de bairro: “fiado só amanhã”. A diferença é que aqui não estamos falando de caderneta de mercearia, mas de hospitais, clínicas e serviços especializados do SUS esperando repasses que, segundo a própria denúncia, já foram transferidos pelo Ministério da Saúde.
Os relatos apontam atrasos que viraram rotina, mesmo com recursos já depositados no Fundo Municipal de Saúde. Enquanto isso, a prefeitura ensaia explicações burocráticas, mas sem informar data para pagamento. Traduzindo do “gestionês”: espera sentado.
Se o dinheiro entrou e o atendimento está ameaçado, alguém precisa explicar onde a música parou — porque nessa dança financeira, quem está pagando a conta é a população.
BELÉM: A CIDADE ONDE A CHUVA É CULPADA E A PREFEITURA É SEMPRE INOCENTE

Em Belém, basta cair água do céu que a gestão municipal parece descobrir, em choque, que existe inverno amazônico. Ruas viram rios, casas viram piscinas improvisadas, moradores perdem móveis, eletrodomésticos e a paciência — mas calma, porque o importante é que a coletiva de imprensa deve estar em dia.
No Tapanã, Curió-Utinga, Terra Firme, Mata Fome, Maguari e Marambaia, o povo convive com o abandono, buracos, lama, lixo, mato alto e promessas recicladas. A prefeitura decreta emergência, anuncia obras, cancela reuniões e promete soluções “nos próximos dias” — essa entidade mística da política que nunca chega.
Em Belém, a chuva já tem CPF, RG e talvez seja a próxima secretária municipal, porque leva mais culpa que a própria gestão.
IGORFLIX APRESENTA: BELÉM — A CIDADE ONDE A OBRA SEMPRE ESTÁ COMEÇANDO
Tem bairro que já viu mais anúncio de obra do que obra de fato. Mata Fome, Tapanã e adjacências parecem viver num eterno trailer de lançamento: “agora vai”, “começa semana que vem”, “recursos destravados”, “fase inicial autorizada”.
Enquanto isso, moradores constroem pontes improvisadas, elevam móveis, desviam de crateras e aprendem engenharia hidráulica na prática.
E se reclamar, talvez ganhe mais uma visita institucional, uma foto estratégica e um discurso sobre “compromisso com a população”.
Belém não precisa mais de macrodrenagem. Precisa de um GPS para encontrar onde foram parar tantas promessas.
MATA FOME SEGUE ESPERANDO A OBRA SAIR DO POWERPOINT
Pelo visto, na Belém da gestão Igor Normando, obra de macrodrenagem funciona igual promessa de campanha: aparece bem no anúncio, rende discurso, foto e coletiva… mas na vida real continua atolada.
Enquanto a prefeitura anuncia mais um “agora vai”, moradores da bacia do Mata Fome seguem colecionando lama, alagamento, prejuízo e descrença. O povo já entendeu a dinâmica: a água chega primeiro, a obra talvez depois.
Em Belém, tem bairro onde a macrodrenagem já foi inaugurada tantas vezes que daqui a pouco ganha programa de fidelidade.
TRANSPORTE COLETIVO: AGORA NA MODALIDADE SOBREVIVÊNCIA PREMIUM
O passageiro de Belém já não pega transporte coletivo, participa de uma experiência imersiva de resistência urbana. No episódio da semana: terminal do Tapanã fechado há duas semanas por furto da fiação elétrica. Afinal, aparentemente a segurança da estrutura foi promovida ao cargo de lenda urbana.
Como bônus da aventura, ônibus pegando fogo em estação do BRT. Sim, porque se atrasar, lotar e quebrar já estavam ficando repetitivos demais.
Em Belém, o transporte coletivo já não leva o cidadão ao destino — leva direto para o teste de fé.
BRT DE BELÉM LANÇA NOVO PACOTE: TERMINAL FECHADO + EFEITOS PIROTÉCNICOS
Primeiro, fecham terminal por falta de estrutura. Depois, ônibus resolve testar efeitos especiais com fogo ao vivo. Só falta vender ingresso e chamar de parque temático da mobilidade urbana.
Enquanto isso, o trabalhador segue no tradicional modo “se vira como der”, porque quem depende de transporte em Belém já entendeu que planejamento público por aqui funciona no conceito surpresa.
Se continuar assim, o BRT vai deixar de significar Bus Rapid Transit e passar a significar “Bora Rezar Também.”
MOSQUEIRO: QUANDO O “PÉ NA AREIA” VIROU “PÉ NA ILEGALIDADE”
Em Belém, parece que alguns entenderam “desenvolvimento turístico” como licença premium para avançar sobre praia pública, área de preservação e o que mais aparecer pela frente. Agora, o Ministério Público do Pará pediu a demolição de obras irregulares na orla de Mosqueiro, incluindo estruturas que teriam avançado até onde nem a maré teve tanta ousadia.
Segundo a denúncia, mesmo com embargo, a obra teria seguido firme — porque aparentemente tem gente tratando ordem pública como sugestão decorativa.
Em certas bandas, o lema parece ser “se colar, construiu”. Só esqueceram de avisar que praia pública não entra no pacote all inclusive da esperteza.
MOSQUEIRO: QUANDO BLOQUEAR A ESTRADA VIRA O ÚNICO CAMINHO PARA TENTAR SOBREVIVER
Na Belém dos vídeos ensaiados e da gestão por stories, talvez esteja tudo funcionando. Já na Belém real, moradores de Mosqueiro precisaram bloquear a entrada da ilha com galhos e pneus queimados para denunciar o colapso da saúde pública.
Falta leito de UTI, tomografia, estrutura e transferência para pacientes graves. Pelo visto, na gestão Igor Normando, conseguir atendimento virou prova de resistência.
Enquanto a prefeitura talvez prepare mais um vídeo de “gestão presente”, o povo protesta porque o caos já deu entrada no hospital faz tempo.
Quando a população fecha estrada, é porque o poder público fechou as portas da saúde.


















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