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Educação de Belém mantém mobilização e cobra revogação definitiva do “Pacote de Maldades”

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Após reunião com a Procuradoria-Geral do Município, categoria aponta avanços parciais, mas condiciona suspensão de nova greve à reversão concreta das medidas que retiraram direitos históricos


Professora Sílvia Letícia, da coordenação do SINTEPP BELÉM, cobra da Prefeitura de Belém a revogação do chamado “Pacote de Maldades”, conjunto de medidas denunciado pela categoria por retirar direitos e conquistas históricas do funcionalismo municipal. 📸 Imagem: Info.Revolução
Professora Sílvia Letícia, da coordenação do SINTEPP BELÉM, cobra da Prefeitura de Belém a revogação do chamado “Pacote de Maldades”, conjunto de medidas denunciado pela categoria por retirar direitos e conquistas históricas do funcionalismo municipal. 📸 Imagem: Info.Revolução

 

BELÉM (PA) — A mobilização das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação municipal de Belém segue em estado de alerta. Após reunião realizada nesta quinta-feira (21), com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), representantes do SINTEPP Belém avaliaram que houve avanços nas negociações com a Prefeitura, mas deixaram claro que uma nova paralisação pode ocorrer caso não haja medidas concretas para reverter os impactos do chamado “Pacote de Maldades”, conjunto de mudanças aprovadas pela gestão municipal que alterou direitos da categoria.

 

O encontro, realizado na sede da PGM, reuniu representantes da entidade sindical e membros da administração municipal em meio à crescente pressão do funcionalismo público, que voltou a intensificar mobilizações diante da insatisfação com o ritmo das negociações.

 

Segundo o sindicato, um dos principais resultados da reunião foi a sinalização de prorrogação dos prazos administrativos impostos ao funcionalismo, enquanto um grupo de trabalho formado por PGM, SEGEP, SEMEC e SINTEPP Belém analisa possíveis alterações normativas.

 

Para a coordenação da entidade, no entanto, qualquer avanço precisa se materializar em medidas efetivas. 

“Essa medida é resultado direto da mobilização da categoria. Nada caiu do céu. Foi a greve, a pressão e a organização dos trabalhadores que obrigaram a gestão a sentar e discutir”, afirmou a professora Sílvia Letícia, da coordenação do SINTEPP Belém.

Direitos no centro da disputa

 

A pauta da categoria inclui a revogação de mudanças aprovadas no novo Estatuto do Magistério e no Regime Jurídico Único (RJU), apontadas pelos educadores como responsáveis por perdas salariais, alterações em progressões funcionais, mudanças na estrutura da carreira e ataques a direitos historicamente conquistados.


A reivindicação central segue sendo a revogação definitiva das medidas consideradas prejudiciais ao funcionalismo, além da retomada de uma política de valorização da educação municipal.

 

Nos bastidores, a categoria mantém desconfiança em relação ao desfecho das negociações. A experiência recente, marcada por confrontos, corte de salários durante a greve e forte desgaste político entre servidores e gestão municipal, alimenta a cautela entre os trabalhadores.

 

Nova paralisação segue no horizonte

 

Embora o discurso oficial aponte diálogo, lideranças sindicais sustentam que a mobilização permanece como instrumento central de pressão.

 

A leitura entre educadores é de que a Prefeitura busca administrar a crise, mas ainda sem apresentar compromisso público com a reversão integral dos pontos mais criticados.

 

Caso o grupo de trabalho não apresente resultados concretos, a possibilidade de nova greve na rede municipal permanece sobre a mesa.

 

Disputa política

 

O embate entre Prefeitura e trabalhadores da educação transcende a discussão administrativa e expõe uma disputa política mais ampla sobre o futuro do serviço público municipal.

 

De um lado, a gestão tenta reorganizar sua relação com categorias estratégicas após o desgaste provocado pelas medidas aprovadas. De outro, sindicatos insistem que não aceitarão retrocessos em direitos sem enfrentamento.

 

Por ora, o recado da categoria é claro: o diálogo só terá valor se vier acompanhado de resultados reais.




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