

A RETOMADA INDÍGENA E O DIREITO DE EXISTIR: O QUE PRECISAMOS APRENDER E O QUE PRECISAMOS ENSINAR
Imagem: Reprodução Por Mariana Tikuna Em 1992, o etnobiólogo Darrell Addison Posey publicou um artigo que começava com uma pergunta aparentemente simples: o que é preciso aprender dos nativos? Depois de doze anos estudando o povo indígena Kayapó no sul do Pará, Posey havia chegado a uma conclusão desconfortável para a ciência ocidental — que suas categorias de análise frequentemente obscureciam, em vez de revelar, a realidade dos povos que pretendia compreender. Quando desc
há 4 dias


A linha de frente tem rosto de mulher
Mulheres índigenas e direitos - Imagem: Info.Revolução Por Ailane Brito ailanybrito7@gmail.com O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, não nasceu de gestos simbólicos ou homenagens protocolares. Nasceu da luta. Surgiu do inconformismo de mulheres que se recusaram a aceitar jornadas exaustivas, salários desiguais e a exclusão da vida política e social. É uma data marcada pela memória da resistência feminina e pela certeza de que direitos nunca foram concedidos
7 de mar.


Janeiros e Fevereiros de resistência: o protagonismo das Mulheres Indígenas
Imagem: Embaixada Encontro dos Povos Por: Ailane Brito E-mail : ailanybrito7@gmail.com Janeiro e fevereiro já não são apenas meses de início de ano. Tornaram-se, nos últimos dois ciclos, meses de memória e virada política. Em jan/fev de 2025, a mobilização indígena sacudiu o Pará, ocupou as redes sociais, pressionou as instituições e levou à revogação da Lei Estadual 10.820/2024, que alterava o SOME e o Sistema de Organização Modular de Ensino Indígena (SOMEI) — conhecida co
6 de mar.


Do Nheengatu ao STJ: advogada indígena que está reescrevendo os espaços de poder no Judiciário brasileiro
Advogada Indígena Inory Kanamari Por Douglas Diniz - Repórter Sem Fronteiras (RSF) E-mail: contato@inforevolucao.com No mês em que o país celebra o Dia Internacional da Mulher , algumas histórias exigem mais do que aplausos: exigem reflexão. A trajetória de Inory Kanamari é uma delas. Sua presença em um projeto editorial que homenageia um ministro do Superior Tribunal de Justiça não é apenas um reconhecimento institucional, é o ponto culminante de uma caminhada marcada po
3 de mar.


Vigiados por Dentro: A ABIN e os Espiões Indígenas nas Manifestações
Por Inory Kanamari — Advogada indígena, com atuação em defesa dos direitos dos povos originários. Imagem gerada por IA Não é teoria conspiratória. Não é roteiro de filme. É memória viva, sussurrada nas aldeias e confirmada no silêncio das famílias. Durante décadas, em diferentes regiões do Brasil, sobretudo no Amazonas, indígenas foram recrutados para atuar como informantes do Estado. A missão? Alimentar a inteligência oficial com tudo o que acontecia dentro dos territórios.
19 de fev.


Quando o mandato vira ameaça: violência política contra povos indígenas em Santarém
Imagem Reprodução Por: Ailane Brito ailanybrito7@gmail.com Já se passaram vários dias desde aquele acontecimento. A rotina seguiu. O trânsito continuou. As redes sociais mudaram de assunto. Mas a cena ainda me choca. Não é apenas o fato em si que causa espanto, é o que ele simboliza. Um carro de luxo diante de corpos indígenas; um mandato diante de uma reivindicação coletiva; o ronco de um motor tentando se impor sobre vozes que historicamente precisaram gritar para serem o
18 de fev.





