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Bayer demite dirigente sindical em São José dos Campos e sindicato denuncia perseguição política

  • 16 de mar.
  • 2 min de leitura

A demissão do dirigente sindical Cristian Denis da Cunha, ocorrida na manhã desta segunda-feira (16), na unidade da Bayer em São José dos Campos, gerou reação imediata do movimento sindical, que acusa a empresa de perseguição política e prática antissindical.


 

Cristian Denis da Cunha é dirigente do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região e, segundo o sindicato, foi dispensado após atuar na defesa das condições de trabalho dentro da fábrica.

 

A entidade afirma que a demissão representa um ataque direto à organização sindical e ao direito de representação dos trabalhadores.

 

Sindicato denuncia demissão ilegal 

De acordo com o sindicato, a dispensa teria ocorrido sem qualquer comunicação formal prévia. O trabalhador teria sido retirado da empresa de forma imediata, com o crachá recolhido e escoltado até a saída da unidade.

Cristian Denis da Cunha é Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Quimicos de SJC e Região - SP - Imagem: Rede Social
Cristian Denis da Cunha é Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Quimicos de SJC e Região - SP - Imagem: Rede Social

Ainda segundo a entidade, Cristian Denis foi impedido de se comunicar com colegas ou convocar trabalhadores para discutir a situação, o que, para os representantes sindicais, configura uma tentativa de impedir reação coletiva dentro da fábrica.

 

O sindicato sustenta que a demissão é ilegal por diferentes razões. Entre elas, a garantia de estabilidade no emprego prevista para dirigentes sindicais e membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), além da obrigação de comunicação ao sindicato antes da aplicação de medidas disciplinares dessa natureza.

 

Histórico de conflitos trabalhistas

 

Representantes dos trabalhadores afirmam que a unidade da Bayer em São José dos Campos possui um histórico de tensões com o movimento sindical.

 

O sindicato recorda que, em 1995, quando a planta ainda era operada pela antiga Monsanto, um dirigente sindical também teria sido demitido após uma greve de oito dias durante campanha salarial.

 

A entidade afirma que, atualmente, a unidade também enfrenta críticas por diferenças nas condições de trabalho em comparação com outras fábricas da empresa no país, como as localizadas em Belford Roxo e Camaçari.

 

Segundo os trabalhadores, benefícios como adicional de turnos rotativos e valores do ticket alimentação seriam inferiores aos praticados em outras plantas da companhia.

 

Pressão por reintegração

 

Diante da demissão, o sindicato iniciou mobilização entre os trabalhadores da fábrica e exige a reintegração imediata de Cristian Denis da Cunha.

 

A entidade afirma que levará o caso às instâncias jurídicas e denuncia que a dispensa representa uma tentativa de enfraquecer a organização dos trabalhadores dentro da empresa.

 

Para o movimento sindical, a situação ultrapassa um conflito interno e se insere em um debate mais amplo sobre liberdade sindical e respeito aos direitos trabalhistas no país.


Até o momento, a empresa Bayer não se pronunciou publicamente sobre as acusações.


(Matéria em atualização) 


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