DÍVIDA EXPLODE POR CAUSA DOS JUROS, MAS GRANDE IMPRENSA JOGA A CULPA NOS GASTOS SOCIAIS
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Por Auditoria Cidadã da Dívida – 23/1/2026
O jornal Correio Braziliense de domingo (18/1/2026) trouxe longa notícia sobre o forte crescimento da “Dívida Bruta do Governo Geral” (de mais de 5% do PIB nos últimos 2 anos), alegando que esse crescimento teria como causa um suposto excesso de gastos sociais como aposentadorias e benefícios assistenciais, e defendendo as “reformas”, ou seja, da Previdência e Administrativa.
Porém, analisando-se os dados oficiais do Banco Central (que podem ser obtidos em https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/hist_estatisticasfiscais/202512_Tabelas_de_estatisticas_fiscais.xlsx – Tabela 19) verificamos que a verdadeira causa desse crescimento tem sido o pagamento dos elevados juros ao Sistema da Dívida: de janeiro de 2024 a novembro de 2025 essa dívida cresceu R$ 1,91 trilhão, sendo que os chamados “Juros nominais” acumularam também exatos R$ 1,91 trilhão. Ou seja, essa é uma dívida decorrente de juros sobre juros, e não tem contrapartida alguma em investimentos sociais.
É preciso auditar essa política de juros, definida pela diretoria do Banco Central (na qual 7 dos 9 diretores foram indicados pelo atual governo) e pelo Conselho Monetário Nacional, no qual o atual governo também tem maioria, com os ministros da Fazenda e Planejamento. A velha e repetida justificativa de combate à inflação já não cola mais, dado que ela já se encontra dentro da meta e mesmo no passado, quando passava dos 4,5% ao ano, se devia a preços administrados pelo governo e preços de alimentos, que nada têm a ver com uma suposta demanda aquecida.












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