Cultura | Carnaval 2026 - Bloco da Greve: jingles viram trilha sonora de protesto e prometem invadir o Carnaval de Belém
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Atualizado: há 4 horas
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Belém já entrou no ritmo do Carnaval — mas com tecnobrega batendo em compasso político. Em meio à greve dos servidores municipais da educação, assistência social e saúde contra o “pacote de maldades” do prefeito Igor Normando (MDB), a cidade ganhou um novo bloco: o da cultura de protesto. E, como toda boa manifestação popular na capital paraense, veio com jingle, refrão chiclete e coro na rua.
A iniciativa dos comandos de greve — puxada com força pelo SINTSUAS (Assistência Social/Funpapa) e SINTEPP Belém — de dialogar com a população nos bairros sobre os impactos da Lei nº 10.266 transformou indignação em música.
“É uma mistura de sentimentos quando a gente produz os jingles: indignação pelos direitos atacados e vontade de falar com quem está na ponta, a população mais pobre, que vai pagar a conta”, afirmou uma das lideranças da greve.
O resultado? Canções que já estão rodando em carros de som, bicicletas com caixa amplificada, caminhadas e atos públicos que, há 26 dias, tomam a cidade.
Três títulos já viraram hit de esquina e trilha de manifestação: “CROCO IGOR”, “Igor Mão de Tesoura” e “É Balança Belém". . A pegada é tecno-melody, o recado é direto. A fórmula é velha como o Carnaval — sátira + ritmo + rua — e funciona: gruda no ouvido, vira coro espontâneo e amplia o desgaste do prefeito. Nos bastidores políticos, a turma já cochicha que o barulho ameaça respingar no prestígio do governador Helder Barbalho e de sua candidata ao governo do Pará, Hana Ghassan Tuma. Carnaval é festa, mas também é termômetro.
A circulação dos jingles virou fenômeno de bairro.
“As pessoas ligam para o sindicato pedindo as músicas por aplicativo de mensagem. Quando o carro de som passa, a garotada corre atrás dançando; as donas de casa vão pra janela, curiosas com o ritmo. E como as letras denunciam o prefeito, os problemas da cidade e do funcionalismo, caiu no gosto do povo”, relata outra liderança da greve.
A periferia, sempre antenada no que vira trilha do dia a dia, já incorporou os refrões ao cotidiano “Olha o CROCO IGOR AI, OLHA, OLHA O CROCO IGOR PODE CRER... ou simplesmente “É o Igor o Mão de Tesoura”... e a belissima “É o balanço do povo, balança Belém, quando o povo se une não tem pra ninguém”.
Com a proximidade do Carnaval, as entidades do fórum — sobretudo as que estão em greve — prometem “virar serviço” para dar conta da demanda pelos áudios. É a cultura popular fazendo o que sabe: traduzir política em linguagem de rua, transformar pauta em canto coletivo e levar debate para além dos muros das repartições.
Escute e baixe os dois jingles da Greve do Funcionalismo Municipal de Belém que já estão com cara de hit do Carnaval. Em Belém, quando o poder aperta, o povo responde no compasso do tecnobrega
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Parabéns @inforevolucao e muito obrigada