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Flávio Bolsonaro admite encontro com banqueiro após prisão e diz que preocupação era financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Belém, PA — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, confirmou ter se reunido com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, após a primeira prisão do empresário, ocorrida no fim de 2025. Segundo o parlamentar, o encontro teve como objetivo discutir os impactos da crise envolvendo o investidor sobre o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.


A declaração foi dada nesta terça-feira (19), após reunião com deputados e senadores do PL, em Brasília, convocada em meio à repercussão de um áudio em que Flávio aparece cobrando recursos de Vorcaro para a produção cinematográfica.


Vorcaro havia sido preso em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentava deixar o país em um jato particular. Após cerca de dez dias detido, foi liberado com monitoramento eletrônico, até voltar a ser preso no início de março deste ano.


Ao comentar o episódio, Flávio afirmou que só compreendeu a gravidade da situação após a prisão do empresário.

— “Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Se eu tivesse ciência da gravidade, teria procurado outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco”, declarou.

Segundo o senador, a preocupação central naquele momento era a continuidade do projeto audiovisual sobre o pai.


— “O filme estava em grande risco. Seria uma grande catástrofe”, afirmou.

A explicação adiciona um novo capítulo à controvérsia envolvendo a relação entre agentes políticos e financiadores privados, especialmente diante do fato de o encontro ter ocorrido após a prisão e enquanto Vorcaro já estava submetido a medidas cautelares impostas pela Justiça.


Relação com investidor


Flávio Bolsonaro sustentou que sua única relação com o banqueiro estava vinculada ao projeto cinematográfico. Disse ainda que o contato surgiu a partir de uma indicação recebida em um jantar no fim de 2024, quando buscava investidores para viabilizar a produção.


O parlamentar, no entanto, não revelou quem intermediou a aproximação.

A revelação levanta questionamentos sobre critérios de aproximação entre figuras públicas e investidores privados, sobretudo em um contexto de investigações envolvendo o banqueiro.


Repercussão política


O episódio gerou desconforto entre aliados do PL, levando Flávio a realizar uma rodada de conversas internas para conter danos políticos. O senador afirmou ter “acalmado” parlamentares após a divulgação do áudio e das notícias envolvendo o caso.


Nos bastidores, a controvérsia amplia o desgaste político no entorno bolsonarista, num momento em que o campo conservador busca reorganizar sua narrativa para o próximo ciclo eleitoral.


Mais do que a justificativa apresentada, o caso expõe como interesses políticos, relações empresariais e projetos de imagem pública seguem se entrelaçando no centro da política nacional.


(Matéria em atualização)




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