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Greve da Assistência Social chega ao 17º dia com forte mobilização no Jurunas e denúncias da população

 

No 17º dia da greve da Assistência Social, trabalhadores realizaram uma ampla mobilização no bairro do Jurunas, em Belém, com intervenção no CRAS Jurunas, caminhada pelas ruas do bairro e ações na feira livre e na Unidade Básica de Saúde (UBS). A atividade teve como foco o diálogo direto com a população e a escuta das denúncias feitas por moradores e trabalhadores do território.

 

Durante a intervenção no CRAS e a caminhada, os grevistas ouviram relatos que revelam o agravamento das condições de vida da população. Uma das principais queixas diz respeito à cobrança do IPTU, que, segundo moradores, tem ultrapassado o valor de R$ 700 mesmo para famílias cuja renda é de apenas um salário mínimo. A situação tem gerado revolta e insegurança, especialmente entre trabalhadores informais e aposentados que dependem de políticas públicas para sobreviver. 

Na feira do Jurunas, feirantes e consumidores também denunciaram o abandono do bairro e a precarização dos serviços públicos.

 Outro ponto que gerou forte indignação foi o fechamento das Escolas Estaduais Gonçalo Duarte e Arthur Porto. Moradores relataram preocupação com o impacto da medida na vida de crianças e adolescentes do bairro, além do aumento das dificuldades de acesso à educação pública.

 

 População assina abaixo assinado solicitando que a Câmara Municipal abra processo de croime de responsabilidade do prefeito Igor Normando (MDB)  Imagem: Lucy Silvia
População assina abaixo assinado solicitando que a Câmara Municipal abra processo de croime de responsabilidade do prefeito Igor Normando (MDB) Imagem: Lucy Silvia

Durante as falas da população ao longo do ato, os moradores do bairro reconheceram a vereadora  pastora Salete, apontada como uma liderança política com reduto eleitoral no Jurunas, foi uma das mais citadas nas denúncias e cobranças por posicionamento diante dos problemas enfrentados pela comunidade. As menções refletem a expectativa dos moradores por respostas e ações concretas de representantes políticos ligados ao território. A vereadora Pastora Salete foi uma das que votou pelo pacote de maldades.

 

O ponto alto da mobilização foi a expressiva adesão ao abaixo-assinado pelo impeachment do prefeito Igor Normando, ainda em seu primeiro ano de mandato. Segundo os organizadores do ato, a quantidade de assinaturas coletadas demonstra o crescente descontentamento popular com a gestão municipal e com a precarização dos serviços públicos essenciais.

 

Para os trabalhadores da Assistência Social, ocupar o território é uma estratégia fundamental para dar visibilidade às múltiplas formas de violação de direitos vivenciadas pela população. “A greve não é só da categoria, é em defesa do SUAS e de políticas públicas que garantam dignidade para quem mais precisa”, afirmaram.

 

A mobilização no Jurunas seguiu de forma pacífica, reforçando o compromisso dos grevistas em manter o diálogo com a população e denunciar o abandono dos bairros periféricos de Belém.



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