Greve da Assistência Social chega ao 17º dia com forte mobilização no Jurunas e denúncias da população
- contatoinforevollu
- há 13 horas
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No 17º dia da greve da Assistência Social, trabalhadores realizaram uma ampla mobilização no bairro do Jurunas, em Belém, com intervenção no CRAS Jurunas, caminhada pelas ruas do bairro e ações na feira livre e na Unidade Básica de Saúde (UBS). A atividade teve como foco o diálogo direto com a população e a escuta das denúncias feitas por moradores e trabalhadores do território.
Durante a intervenção no CRAS e a caminhada, os grevistas ouviram relatos que revelam o agravamento das condições de vida da população. Uma das principais queixas diz respeito à cobrança do IPTU, que, segundo moradores, tem ultrapassado o valor de R$ 700 mesmo para famílias cuja renda é de apenas um salário mínimo. A situação tem gerado revolta e insegurança, especialmente entre trabalhadores informais e aposentados que dependem de políticas públicas para sobreviver.
Na feira do Jurunas, feirantes e consumidores também denunciaram o abandono do bairro e a precarização dos serviços públicos.
Outro ponto que gerou forte indignação foi o fechamento das Escolas Estaduais Gonçalo Duarte e Arthur Porto. Moradores relataram preocupação com o impacto da medida na vida de crianças e adolescentes do bairro, além do aumento das dificuldades de acesso à educação pública.

Durante as falas da população ao longo do ato, os moradores do bairro reconheceram a vereadora pastora Salete, apontada como uma liderança política com reduto eleitoral no Jurunas, foi uma das mais citadas nas denúncias e cobranças por posicionamento diante dos problemas enfrentados pela comunidade. As menções refletem a expectativa dos moradores por respostas e ações concretas de representantes políticos ligados ao território. A vereadora Pastora Salete foi uma das que votou pelo pacote de maldades.
O ponto alto da mobilização foi a expressiva adesão ao abaixo-assinado pelo impeachment do prefeito Igor Normando, ainda em seu primeiro ano de mandato. Segundo os organizadores do ato, a quantidade de assinaturas coletadas demonstra o crescente descontentamento popular com a gestão municipal e com a precarização dos serviços públicos essenciais.
Para os trabalhadores da Assistência Social, ocupar o território é uma estratégia fundamental para dar visibilidade às múltiplas formas de violação de direitos vivenciadas pela população. “A greve não é só da categoria, é em defesa do SUAS e de políticas públicas que garantam dignidade para quem mais precisa”, afirmaram.
A mobilização no Jurunas seguiu de forma pacífica, reforçando o compromisso dos grevistas em manter o diálogo com a população e denunciar o abandono dos bairros periféricos de Belém.



















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