10º DIA DE GREVE: Trabalhadores da Assistência Social ocupam sede da FUNPAPA após quebra de compromisso da gestão municipal
- contatoinforevollu
- há 6 dias
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O 10º dia da greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Assistência Social de Belém é marcado por um ato assertivo do movimento: a ocupação da sede da Fundação Papa João XXIII (FUNPAPA). Desde a manhã desta quarta-feira (28), servidores ocupam a sala da presidência da Fundação e afirmam que não deixarão o local até que a audiência oficialmente agendada seja realizada.
A ocupação ocorre após a quebra de um compromisso formal assumido pela própria FUNPAPA. Na última sexta-feira (23), o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da Assistência Social (SINTSUAS) protocolou solicitação de audiência e recebeu resposta oficial confirmando reunião para o dia 28 de janeiro, às 10h, com a então presidenta da FUNPAPA, Susi Cristina Barata de Oliveira, juntamente com a comissão de greve e a diretoria do sindicato.
No entanto, os servidores foram surpreendidos, na terça-feira (27), por uma mudança repentina na presidência da FUNPAPA, realizada sem qualquer comunicação prévia ao sindicato ou à categoria. Mesmo estando no local, no dia e horário previamente agendados, a nova gestão se recusa a receber o SINTSUAS e os servidores, desrespeitando um compromisso institucional já firmado.
“Estamos aqui porque houve uma convocação oficial. A gestão não pode simplesmente ignorar um compromisso, trocar a presidência e fingir que nada aconteceu. Isso é desrespeito com os trabalhadores e com a política pública de assistência social”, afirmam representantes da greve.
Diante da postura da nova gestão, os trabalhadores decidiram ocupar a sala da presidência da FUNPAPA como forma de pressão legítima por diálogo. O movimento reafirma que não sairá do local enquanto a audiência não for realizada.
A greve da Assistência Social de Belém teve início no dia 19 de janeiro, em caráter de emergência, como resposta à aprovação da Lei nº 10.266/26, que institui o novo Estatuto dos Servidores Municipais. Segundo a categoria, a lei representa retirada de direitos históricos, precariza as condições de trabalho e compromete diretamente a qualidade do atendimento prestado à população usuária do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Além da luta pela revogação da Lei 10.266/26, os trabalhadores denunciam condições precárias de trabalho, falta de equipe, ausência de materiais básicos e o abandono dos serviços da assistência social. De acordo com o sindicato, desde o ano passado não há respostas concretas, diálogo efetivo ou qualquer perspectiva apresentada pela gestão municipal.
“A ocupação é consequência direta da falta de diálogo. Precisamos de respostas. Precisamos discutir as condições de trabalho, a política de assistência social e o respeito aos servidores. Não é aceitável que a gestão trate dessa forma quem sustenta o atendimento à população mais vulnerável da cidade”, reforça o SINTSUAS.
A categoria reafirma que a greve segue forte e organizada, e que a luta é em defesa dos direitos dos trabalhadores e da população usuária da assistência social.
Matéria em atualização



















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