Alunos do terceiro ano denunciam transferência de professores e cobram revisão de decisão em Juba/Cametá
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Estudantes do SOME afirmam que mudanças promovidas pela gestão educacional ameaçam a conclusão do ano letivo e rompem vínculos pedagógicos construídos ao longo da trajetória escolar
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Alunos do terceiro ano do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), da localidade de Juba, manifestaram publicamente preocupação e indignação com a transferência de professores que atuavam na turma, atribuída a mudanças recentes na gestão da Unidade Regional de Ensino (URE). Segundo os estudantes, a decisão de lotação foi executada pela Diretoria Regional de Ensino (DRE), sem diálogo com a comunidade escolar.
Em carta dirigida às autoridades educacionais, os estudantes afirmam que a retirada dos docentes compromete diretamente a formação da turma em seu último ano do ensino médio. Foram citados os professores João Batista, Lilian Gaia, Shelsyane Moia, Reinaldo Rodrigues, Marcele Furtado e Janete Teles, que, segundo os alunos, desempenham papel central no processo pedagógico e na construção de vínculos fundamentais para o aprendizado.
“Eles não são apenas educadores, mas pilares da nossa formação e do nosso desenvolvimento. A ideia de concluir essa jornada sem a presença deles é inaceitável”, diz o documento assinado coletivamente pelos alunos do terceiro ano.
Mudança administrativa e impacto direto
De acordo com relatos dos próprios estudantes, a transferência ocorreu após a chegada de uma nova gestão na URE, o que teria provocado alterações na organização das rotas e na lotação dos professores. Embora a decisão administrativa tenha sido conduzida pela DRE, os alunos afirmam que não houve transparência nem escuta prévia da comunidade afetada.
Para os estudantes, a medida ignora a realidade do ensino modular e desconsidera o percurso pedagógico já iniciado com os professores agora transferidos. “Eles começaram essa história conosco e merecem estar ao nosso lado até o último dia”, reforça o texto.
Apelo por revisão da decisão
Na carta, os alunos fazem um apelo direto às autoridades educacionais para que a decisão seja revista e que os professores retornem à rota da localidade de Juba. O grupo destaca que a permanência dos docentes é essencial para garantir a qualidade do ensino e a conclusão adequada do ano letivo.
“Juntos, podemos garantir que essa jornada continue da melhor forma possível”, afirmam os estudantes, que pedem sensibilidade da gestão pública diante do impacto humano e educacional causado pela mudança.
Educação tratada como ajuste administrativo
O episódio expõe, mais uma vez, o conflito entre decisões burocráticas e a realidade vivida por estudantes de localidades do interior, onde o acesso à educação já enfrenta inúmeros obstáculos. Para os alunos do SOME em Juba, a transferência dos professores representa mais do que uma mudança de lotação: simboliza a fragilidade de políticas educacionais que desconsideram vínculos, continuidade pedagógica e o direito à educação de qualidade.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da URE ou da DRE sobre a possibilidade de revisão da decisão. Enquanto isso, os estudantes seguem mobilizados e aguardam resposta das autoridades.
A comunidade do Juba é um distrito to município de Cametá- PA
















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