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Mães e responsáveis protestam contra “pacote de maldades” da educação infantil em Belém

Manifestação começou na SEMEC, seguiu em passeata até a SEGEP e unificou educação, assistência social e saúde contra o Decreto nº 10.266/26


 Professores, professoras, mães, pais e responsáveis por crianças da Educação Infantil protestam em frente à SEMEC contra o desmonte do ensino municipal. — Imagem: Info.Revolução
 Professores, professoras, mães, pais e responsáveis por crianças da Educação Infantil protestam em frente à SEMEC contra o desmonte do ensino municipal. — Imagem: Info.Revolução

Mães, pais e responsáveis por crianças da educação infantil do município de Belém realizaram, nesta segunda-feira (02), uma manifestação em frente à Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), exigindo a revogação do Decreto nº 10.266/26, conhecido como “pacote de maldades”, e o fim da nova matriz curricular, apontada como responsável pela retirada de direitos dos trabalhadores da educação e pela precarização do atendimento nas creches e pré-escolas da rede municipal.


O protesto, organizado por familiares de alunos e educadores, reforçou o apoio à greve da educação, iniciada em 19 de janeiro, e escancarou o desgaste da gestão municipal diante da crescente insatisfação da comunidade escolar.

Durante o ato, a professora Silvia Letícia, da coordenação do SINTEPP Belém, destacou que a mobilização unifica trabalhadores e famílias. “A luta é uma só: em defesa da educação pública, pela revogação da Lei 10.266/26, pelo fim da matriz curricular e pela contratação de novos professores da educação infantil por meio de concurso público”, afirmou.

Revolta das famílias e apoio aos educadores


Professora Silvia Leticia do SINTEPP Belém - Imagem: Imagem: Info.Revolução
Professora Silvia Leticia do SINTEPP Belém - Imagem: Imagem: Info.Revolução

A indignação das mães e responsáveis marcou o tom do protesto. Uma das organizadoras, mãe de uma criança com deficiência (PCD), criticou duramente a política de cortes da prefeitura. “Assim como demitimos o antigo prefeito, vamos demitir o ‘Igor TikTok’, o prefeito ‘mãos de tesoura’”, declarou, reafirmando o apoio aos professores e ao sindicato. “Estamos juntos. As mães e responsáveis caminham ao lado da educação pública.”


Mudanças afetam a rotina e a alimentação das crianças


Entre as principais denúncias está a alteração dos horários nas unidades de educação infantil. Segundo o SINTEPP Belém, a nova matriz curricular determina que as crianças passem a ser liberadas às 16h, uma hora antes do horário praticado anteriormente, o que dificulta a organização da rotina de mães, pais e responsáveis.

A professora Madalena Gonçalves, também da coordenação do sindicato, alertou que a decisão foi tomada sem diálogo. “É uma medida autoritária e irresponsável, que desconsidera a realidade das famílias e impõe mais dificuldades a quem depende da escola pública”, criticou.

Além disso, mães denunciaram a redução da alimentação escolar, com a diminuição de quatro para três refeições diárias, agravando a situação das crianças atendidas nas creches municipais.


Da SEMEC às ruas: passeata e ato unificado


Professora Madalena Gonçalve do SINTEPP Belém - Imagem: Info.Revolução
Professora Madalena Gonçalve do SINTEPP Belém - Imagem: Info.Revolução

Após uma reunião frustrada na SEMEC com a chefia de gabinete da secretária Beatriz Morrone, na qual foi informado que nenhuma decisão poderia ser tomada naquele momento — ficando uma nova reunião agendada apenas para a próxima quinta-feira (05), às 14h — professores, mães e responsáveis saíram em passeata pelas ruas do centro de Belém.


O grupo seguiu até a Secretaria de Gestão do Município (SEGEP), localizada na Avenida Gentil Bittencourt, esquina com a rua 9 de Janeiro. No local, juntaram-se a um ato público unificado que já reunia servidores municipais da educação (SINTEPP Belém), da assistência social (SINTSUAS), da saúde (SINDSAÚDE), além de trabalhadores de outras secretarias.


O protesto conjunto exigiu do secretário Patrick Tranjan a revogação imediata do pacote de maldades, denunciando os impactos negativos do decreto sobre os serviços públicos e as condições de trabalho dos servidores.


Pressão cresce sobre a gestão municipal


Servidores Municipais convocam marcha em defesa do serviço público nesta quinta-feira (05) - Imagem: Info.Revolução
Servidores Municipais convocam marcha em defesa do serviço público nesta quinta-feira (05) - Imagem: Info.Revolução

Uma nova reunião entre a comissão de mães, responsáveis e o SINTEPP Belém está agendada para esta quinta-feira (05), às 14h. A expectativa é que a secretária de Educação receba os manifestantes e apresente respostas concretas às reivindicações.


Enquanto isso, a mobilização segue crescendo e evidencia o isolamento político da gestão municipal. Para mães, professores e servidores, o recado é direto: não haverá normalidade enquanto direitos forem retirados e a educação pública for tratada como custo a ser cortado.


(MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO)

NOTA

Os servidores municipais, em greve desde o dia 19 de janeiro, prometem realizar nesta quinta-feira (05), uma grande marcha exigindo a revogação da Lei 10.266/26. A concentração está marcada para as 8h30, em frente à FUNPAPA, localizada na Avenida Rômulo Maiorana. De lá, os manifestantes seguirão em passeata até encontrar os servidores da saúde municipal, que estarão em frente à Secretaria Municipal de Saúde (SESMA). Em seguida, o ato passará pela Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), onde mães e responsáveis por alunos devem se juntar à mobilização, e seguirá até o Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém, para cobrar diálogo direto com o prefeito Igor Normando.


“É bom que o prefeito esteja na prefeitura para nos receber e resolver toda essa situação. Só ele pode revogar o pacote de maldades, a nova matriz curricular e exonerar o secretário Patrick Tranjan e a secretária Beatriz Morrone. Ou faz isso, ou corre o risco de ser demitido pela população”, afirmou uma mãe indignada.





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